Reforma do Ensino Médio é debate na 4ª edição da Vitrine das Profissões

Acontece nesta quarta e quinta-feira, 20 e 21/9, no Ginásio Poliesportivo da Unisul de Tubarão a 4ª edição da Vitrine das Profissões. Durante os dois dias do evento, coordenadores dos cursos, professores e acadêmicos, recepcionam, acolhem e orientam os visitantes em dezenas de estandes, contemplando cerca de 10 mil alunos, das mais de 150 escolas de ensino médio do sul de Santa Catarina. Neste ano, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), dos Ministério da Educação (MEC) e do Meio Ambiente (MMA), o evento traz a temática ‘Vitrine das Profissões, Meio Ambiente e Sustentabilidade: vamos cuidar das águas’. De acordo com o reitor da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt, a missão de uma universidade é ajudar a construir um mundo mais sustentável. “Para fazer isso da melhor forma é necessário que haja caminhos formativos. E, durante a Vitrine das Profissões, os jovens podem escolher os próprios caminhos, os próprios itinerários profissionais”, frisa o reitor.

O MEC, além de realizar várias atividades durante os dois dias, nesta quarta-feira, 20/9, trouxe Cláudia Denis Alves da Paz, técnica que realizou no Salão Nobre da Unisul de Tubarão, uma palestra sobre ‘A Reforma do Ensino Médio’. Aprovada em fevereiro (LEI Nº 13.415, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2017), a reforma define aumento da carga horária para cinco horas por dia e 40% da grade escolhida pelo próprio estudante. A legislação que reformou o ensino médio aponta cinco trajetos possíveis: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Profissional.

A reforma estruturante da educação chama a atenção que causa tanto aprovação quanto discórdia por parte dos professores. De acordo com Cláudia, para o estudante significa a possibilidade de escolha, a partir dos itinerários, para aprofundamento de conhecimentos no que futura profissão que mais se identificar. “Desde 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases, há vários marcos de alterações e sugestões para a mudança, mas que agora, de certa forma, a Reforma faz estas mudanças acontecerem”, reforça a técnica do MEC. Dominado o conhecimento técnico, a apresentação de Cláudia é focada em tópicos da LEI Nº 13.415. Ela explica as mudanças centrais no ensino médio no que tange ao modelo de trabalho dos professores, e a formação dos novos professores. Na explicação ela esclarece que o tão questionado “notório saber” não será válido para todas as áreas de conhecimento. “Só, e somente só, será utilizado o notório saber para a educação profissional, a diferença é que a educação profissional também fará parte do ensino médio”, reforça ela.

Os estudantes que estão agora no Ensino Médio não serão impactados pela mudança. Cláudia delimita que a lei só será implementada com a homologação da Base Nacional Comum Curricular, proposta prevista para ser entregue até final deste ano. Na sequência haverá a fase de consultas, o que deve finalizar em meados de 2018. Com isso, a rede pública ainda terá um ano para se adequar. “A flexibilização do currículo não será uma realidade imediata nas escolas, o MEC ainda está pensando em um programa para auxiliar estados e municípios neste processo de implementação, com início previsto para 2020”, conclui a técnica do MEC.

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