Rompimento de barragens é tema de trabalho no curso de Engenharia Civil

No início deste ano, a população ficou impactada com o rompimento de mais uma barragem em Minas Gerais, desta vez, na cidade de Brumadinho. Anos antes, em 2015, uma barragem também se rompia na cidade mineira de Mariana. Ambos os casos seguem sendo temas de estudos. Na Unisul, os acadêmicos de Engenharia Civil apresentaram na última sexta-feira (14) trabalhos que abordaram o tema de modelagem de barragens.  Os estudantes, entre outros temas, trabalharam os rompimentos das barragens modelando suas causas, consequências e possíveis prevenções.

O professor Ismael Medeiros, responsável pela unidade de aprendizagem Estruturas de Contenção e Estabilidade de Taludes, foi o responsável por orientar os projetos.  De acordo com o profissional, foi realizada a modelagem matemática e física das situações que envolveram os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. “A proposta, foi de aplicar os conceitos da disciplina e naturalmente compreendermos os fenômenos que ocasionaram os rompimentos e trabalhar a prevenção ”, acrescenta.

Soluções

Ismael informou que as principais causas para o rompimento de barragens são relativas a processos de liquefação dos solos em função da elevação das poro pressões no núcleo da barragem. “Poro pressões é o nome técnico para a pressão que a água exerce internamente nos solos. O processo de liquefação acontece quando a água infiltra no solo da barragem e o transforma em lama, o que fragiliza a estrutura e contribuindo para o rompimento.  As soluções encontradas pelos estudantes foram relacionadas às buscas em proporcionar o controle e alívio das poro pressões no núcleo das estruturas de barragens”, detalha o professor.

Valéria Barcelos Soares, acadêmica de Engenharia Civil, realizou seu projeto sobre o rompimento da barragem de Mariana. A estudante e seus colegas fizeram em escala reduzida duas barragens, onde constataram em uma as causas do rompimento e em outra como evitar. Deste modo, buscaram soluções para evitar a ação da água na estrutura da barragem, sendo proposto uma rede de drenagem para aliviar as tensões exercidas, evitando o colapso. “Atividades como essas aumentam o interesse dos estudantes e colabora no aprendizado”, declara a estudante.

Experiência prática

A apresentação aconteceu no hall de entrada do bloco G (Cettal) da Unisul, campus Tubarão. Ismael reforça que isso aconteceu como uma forma de ampliar o debate sobre o tema e também porque os trabalhos ainda estão expostos, sendo o modelo físico acompanhado de um banner com mais informações.

“Nós pudemos materializar todo o conhecimento adquirido em sala de aula. O tema é de grande relevância para o futuro de nossas carreiras, pois só em Santa Catarina existem 44 barragens incluídas numa relação para receber fiscalização prioritária após a tragédia de Brumadinho.  Saímos mais preparados para integrar o futuro mercado de trabalho e auxiliar em soluções para os problemas existentes”, destaca Mailon Marcelino Morais, acadêmico de Engenharia Civil, ao descreve sobre a realização dos projetos serem uma ocasião especial.

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