Seminário de defesa pessoal é ofertado para acadêmicos

A Federação Internacional dos Estudantes de Medicina IFMSA Brazil, do curso de Medicina da Unisul, irá realizar o “Fight like a QUEEN/QUEER”, Seminário de Defesa Pessoal, ministrado na Academia Dojokai. Esse curso é voltado para os acadêmicos de todos os cursos do Campus da Unisul de Tubarão. “Essa é a segunda edição do evento. A primeira foi ano passado, mas só abrimos poucas vagas voltadas aos acadêmicos de Medicina. Com o sucesso, resolvemos fazer de novo este ano e tentamos ampliar o público”, destaca a presidente da IFMSA Brazil da Unisul, Catarine Wiggers.

O seminário é voltado, principalmente, para mulheres e população LGBT que sejam acadêmicos da Unisul. Serão ensinadas técnicas de defesa pessoal pelos profissionais da Academia Dojokai, bem como gerenciamento do estresse frente a essas situações de violência/assédio. “Queremos proporcionar um sentimento de maior segurança a todos que participarem”, explica Catarine.

De acordo com a presidente da IFMSA Brazil da Unisul, a ideia surgiu em 2018 devido a assédio sofrido por alguns acadêmicos de Medicina nas ruas ao redor da Universidade e foi inspirada em iniciativas semelhantes da IFMSA Brazil em outras universidades. “O assédio e agressão contra as mulheres e aos LGBTI são um problema nacional, sendo o Brasil o país que mais mata a população LGBTI. Como vimos que, regionalmente, quase ninguém estava tomando providências, resolvemos aplicar a aula de defesa pessoal, a um preço acessível, algo muito importante para que todos que queiram possam participar”, reforça Catarine.

Para participar

O seminário será ministrado nesta quinta-feira (23), às 19h30min, na Academia Dojokai. As inscrições devem ser feitas no Diretório Central dos Estudantes (DCE), mediante o valor de R$ 12. Haverá emissão de certificado para os participantes.

Dados alarmantes

O Brasil é o país que mais matas LGBTIs, uma pessoa é assassinada a cada 19 horas. O país também carrega o título de ser o 5º no ranking de mortes violentas contra as mulheres, categorizadas como feminicídios. Em 2016 uma mulher foi assinada a cada duas horas no Brasil, de acordo com os dados do Mapa da Violência divulgado Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Nós buscamos trazer a noção de que essas populações podem e devem se proteger”, finaliza Catarine.

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