Setembro Amarelo: mês de combate ao suicídio

Os números preocupam os profissionais da área da saúde: segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas, por ano, tiram a própria vida no mundo. O caso, que é considerado um problema de saúde pública, ganha um mês inteiro dedicado à prevenção e combate. Criada em 2015, a campanha nacional Setembro Amarelo propõe diversas ações para auxiliar as pessoas que passam por sofrimento emocional e atua também como uma forma de prevenir o suicídio.

Uma das dúvidas mais frequentes é o que leva uma pessoa a tirar a própria vida. Os motivos podem ser variados. Porém, segundo a professora da Unisul, a psicóloga Rosane Romanha, os transtornos mentais têm grande impacto nos casos de suicídio.

“As condições psicopatológicas têm estado bastante relacionadas, tanto às tentativas como ao suicídio propriamente dito. Existe uma estimativa de que a maioria das pessoas que teve um comportamento suicida, tem um diagnóstico de transtorno mental. Neste caso, a maior frequência é de algum transtorno do humor, principalmente a depressão. Como transtornos mentais não são vistos em exames laboratoriais ou de imagem, e pela complexidade que tem um quadro psicopatológico, fica mais difícil detectar a presença de pensamentos, ideias ou planos para o comportamento suicida”, explica.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 32 brasileiros morrem por dia vítimas de suicídio. Os homens normalmente tiram mais a própria vida. Os homossexuais, bissexuais e transexuais, por conta dos preconceitos sociais, também contabilizam altos índices de suicídio.

O que é possível fazer?

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, ao se deparar com uma pessoa sob risco de suicídio, é importante encontrar um momento apropriado e calmo para falar sobre o assunto. Além disso, deixar a pessoa saber que você está lá para ouvi-la, sem julgamentos, também é essencial.

Procurar ajuda de profissionais qualificados pode ser muito benéfico para a pessoa que está passando por um momento difícil. “É importante lembrar que o comportamento suicida também se refere a uma condição clínica e sintomática e como qualquer condição clínica pode e deve ser tratada. A busca por um profissional da saúde mental auxilia na diminuição dos riscos, ao mesmo tempo que promove o tratamento da base causal, bem como na manutenção do bem-estar do paciente”, reforça a professora da Unisul.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta um serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária todos que precisam conversar. As ligações do CVV, por meio do 188, funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.

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