Suicídio apresenta números expressivos entre jovens universitários

O Brasil lidera o ranking dos países com maior taxa de depressão e ansiedade da América Latina. Só nos últimos dez anos, o número de casos aumentou 5,8% entre os habitantes que sofrem de depressão e 9,3% de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nesse percentual, aumentou também o número de suicídio de 2,3% em um ano que se refere a um caso a 46 minutos sendo esta, uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Os números ficam ainda mais impressionantes quando se fala em universitários. Em um estudo publicado em 2016, sete entre cada dez alunos de instituições federais no Brasil, sofrem algum tipo de dificuldade mental ou emocional – estresse, ansiedade, depressão. A pesquisa entrevistou 940 mil graduandos, com idade média de 24 anos pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Para o coordenador de Naturologia, Daniel Rodrigues, temáticas como estas, possuem forte relação com o curso.

“A naturologia se preocupa com a saúde integral do ser humano, o indivíduo como um todo. A maioria das pessoas que procura as terapias da naturologia, estão em sofrimento psíquico. Então, nos preocupamos com a saúde mental, que é essa parte emocional e também espiritual, no sentido de propósito e missão de vida’’.

O naturólogo pode ajudar o interagente – como chamam os pacientes – a despertar o interesse pela vida, a ter autonomia e contribuir para que o indivíduo possa descobrir sozinho sua missão de vida. ‘’O naturólogo é só uma ferramenta para ajudar, então se a pessoa está com crenças limitantes, pensamentos indesejáveis e sofrendo emoções negativas, o naturólogo vai trabalhar essas questões na terapia, através de métodos naturais, para que essa pessoa melhore o seu bem-estar, traga mais tranquilidade, paz e cultivo de emoções positivas como a alegria, felicidade, motivação, etc.”, enfatiza Daniel.

A depressão e os diversos transtornos mentais podem, dependendo do caso levar ao suicídio, mas estas, não podem ser consideradas a causa principal explica o psicólogo Diogo de Oliveira Boccardi. “Quando falamos que o transtorno mental é a causa do suicídio, se entende imediatamente que se a pessoa tratar o transtorno e que os índices de suicídio diminuem. Mas não temos obtido sucesso tratando os transtornos mentais para diminuir os índices de suicídio, pelo contrário, quanto mais oferecemos medicação psiquiátrica, mais o índice cresce”.

“O que pode levar a casos de suicídio varia muito. Os motivos são muitos e em grande maioria diferentes. Por isso é importante que cada pessoa que passa por uma situação de sofrimento assim, possa ser atendida, ouvida, acolhida e que se possa identificar os motivos, as singularidades e as saídas de cada caso” – Diogo.

Diego ressalta a necessidade de debater-se a compreensão dos casos de suicídio devido às especificidades. “É necessário entender isso porque precisamos debater como ainda precisamos ampliar o jeito de compreender o suicídio e aprender a descrevê-lo de forma diferente para encontrar alternativas eficazes de tratamento e acompanhamento’’, conclui.

O suicídio no meio universitário foi o tema da conversa com Diogo de Oliveira Boccardi, psicólogo, especialista em Psicologia Clínica e mestre em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, na ação do curso de Naturologia para os estudantes na unidade Pedra Branca, no último dia 09 de maio.