Tese de doutorado identifica seis bactérias ainda não classificadas

O doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Unisul (PPGCS), médico ginecologista obstetra, Otto Henrique May Feuerschuette, elaborou a tese defendida nesta segunda-feira, 26/2, sobre as bactérias que colonizam de 10% a 40% das gestantes.

A tese intitulada ‘Diversidade genética e características fenotípicas do estreptococo do grupo B no trato anogenital de gestantes’, avaliou, em âmbito regional, a frequência da colonização por essa bactéria.

Com a pesquisa foi possível comparar as características clínicas das gestantes colonizadas com as não colonizadas, e avaliar aspectos das bactérias como seus sorotipos, a sensibilidade aos antimicrobianos utilizados na profilaxia, a prevalência de genes de virulência e a diversidade genética por meio de duas novas técnicas de biologia molecular (MLST e MLVA). Alguns dados serão inseridos no Banco Mundial, de modo a contribuir com o estudo da eficácia de vacinas experimentais. Atualmente há vacinas em desenvolvimento com eficácia de 45% a 95%.

De acordo com o doutorando, a mortalidade por decorrência de infecções causadas por estas bactérias são altas. Das mais de 300 mil infecções neonatais por todo o mundo, acontecem cerca de 90 mil mortes anuais. “A pesquisa permitiu conhecer com que frequência as bactérias colonizam as grávidas. O que reforça a necessidade de profilaxia. Cuidados que contribuirão para a queda da mortalidade infantil”, reforça o doutorando.

Durante o desenvolvimento da pesquisa, Otto identificou 6 cepas de estreptococo do grupo B ainda não classificadas. Estas informações contribuirão para que os pesquisadores responsáveis pelas vacinas em desenvolvimento alcancem, mediante os dados que integrarão o Banco Mundial, o maior percentual de eficácia.

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