Três modalidades esportivas reunidas em um único amor

Dia 8 de abril, dia da Natação, modalidade que no Brasil se tem grandes nomes no esporte como Maria Lenk, Fabiola Molina, César Cielo, Gustavo Borges entre outros grandes nadadores que surgiram nas piscinas brasileiras. Muitos deles começaram no esporte ainda criança. Assim como eles, milhares de baixinhos entram em escolinhas de natação, por ser um esporte que auxilia na manutenção da boa saúde e em processos importantes do crescimento.

E foi pela melhora da qualidade de vida e saúde, que a Natação acabou atraindo Taynara Bonetti. Com bronquite asmática, aos 4 anos, foi indicado aos pais colocá-la na natação para a melhoria da respiração. Ela acabou gostando do esporte e foi pegando gosto pela competição. Aos 12 anos, foi trazida para a Unisul para integrar a pré-equipe de natação, pela professora Elinae Freitas Schultz que também é sócia-proprietária da Escola de Natação Tutubarão, onde a Thaynara treinava.

Aos 15 anos, fez a escolha de incluir outros esportes na sua rotina e passou a se dedicar ao triathlon, esporte que conheceu aos 9 anos. Gostou por ter achado algo diferente e acabou se apaixonando pelo esporte. “Já tentei parar, desistir, mais não consegui. Fiquei em casa por 2 semanas e fiquei agoniada por querer voltar a treinar, o corpo pede, é amor mesmo”.

Agora aos 21 anos, está em processo de treinos para provas longas, com o objetivo de chegar no Ironman. Com a experiência, mesmo sendo jovem ainda, já sabe controlar os treinos e não deixar isso subir à cabeça e ter desgastes desnecessários. Sabendo equilibrar bem o número de treinos com o descanso necessário, para chegar bem nas provas.

Após a parceria com a Unisul, a rotina ficou um pouco mais apertada, pelo fato de estar cursando graduação em psicologia. “Está sendo uma coisa incrível na minha vida, nunca pensei me encontrar tanto em um curso como me encontrei na psicologia. Pretendo seguir a carreira na psicologia esportiva. Já estou aplicando algumas coisas em mim mesma, testando, usando nos treinos, nas provas. Está sendo bem interessante os resultados, os feedbacks que eu mesmo tenho”.

Tratar o esporte como um caso de amor e como uma maneira de viver, é como as grandes esportistas se sustentam e a Taynara se encaixa neste quadro. “Eu faço porque eu amo, não faço porque sou obrigada, não faço porque alguém me obriga. Porque se não, modéstia a parte falando, eu não teria conquistado tudo o que eu consegui até hoje. Sem amor pelo o que a gente faz, a gente não dura tanto tempo em uma área. E a minha meta desde pequena foi fazer o Ironman”, destaca a atleta.

Daqui há 20 dias, Taynara, participa do 70.3 Ironman nos Ingleses, em Florianópolis.

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