Tudo pelo sonho de tornar-se um diplomata

A diplomacia motivou Gabriel Zimmer a ingressar no curso de Relações Internacionais da Unisul. Aliada a essa opção, estava a curiosidade em compreender como funcionam as relações entre os países no que tange suas decisões bem como também onde o Brasil entrava nessa equação.

Gabriel que é natural de Cascavel (PR) reside em Florianópolis desde os oito anos. Foi na capital onde realizou parte ensino médio em eletrotécnica no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e a outra, num intercâmbio nos EUA, mas retornou ao Brasil para concluir os estudos pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Então buscou por uma universidade que lhe ajudasse a entender e intermediar os interesses entre os países. Gabriel conta que ao ler as informações no site do curso de Relações Internacionais da Unisul teve a certeza de que a definição se encaixara perfeitamente. “Vi que uma opção muito interessante era a de ser diplomata. Lembro claramente que no trote da primeira fase brincaram com uma outra aluna que também se interessava pela diplomacia dizendo que não passaria no Rio Branco”.

Pois essas palavras não saíram de seu pensamento. Durante a experiência na Unisul, Gabriel se dedicou ao máximo, aproveitou todas as oportunidades como por exemplo integrar o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Unisul (Greens) e quando já estava em fase do trabalho de conclusão de curso (TCC), iniciou os estudos para a diplomacia.

Graduou-se em 2017 e no ano seguinte, inscreveu-se em um edital para trabalhar na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a notícia da aprovação veio este ano enquanto estava no Quênia junto com sua noiva em trabalhos voluntários.

“Foi uma absoluta surpresa saber do resultado. Eu havia saído do meu emprego de professor de inglês, já estava há seis anos nesta profissão e também já estava contratado para uma empresa alemã de TI que tinha escritório em Florianópolis. Voltei da África tempo o suficiente para ajeitar a mudança em apenas dois dias e partir à Brasilia”, relata Gabriel.

A Apex auxilia as empresas brasileiras nas exportações, internacionalizar empresas brasileiras e atrair investimentos estrangeiros diretos ao Brasil. “Eu particularmente lido com os setores automotivo, aeroespacial e defesa. Trabalhar nessa Agência é fantástico. Fazer parte em um ambiente que influência nas decisões do Brasil e do mundo principalmente no setor privado é um privilégio”, comemora.

O trabalho na Agência é mais um passo para realizar o sonho da diplomacia ao mesmo tempo em que segue firme aperfeiçoando-se para a função. Nas últimas semanas representou a Apex no BRICS, conhecido por ser um termo para designar o grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Estive no seminário do NDB (New Development Bank) que se deu no Instituto Rio Branco. O evento teve a participação do ministro Paulo Guedes, do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, entre outros. Pessoalmente, é parte de uma caminhada que, se tudo der certo, resultará em meu ingresso no Rio Branco, como diplomata pelo Brasil”, afirma Gabriel.

A Unisul e a diplomacia

A carreira de diplomata é o caminho traçado por Gabriel para encerrar um ciclo e a brincadeira no trote ainda no primeiro dia de aula. “Tenho como perspectiva auxiliar nas decisões do Brasil no mais alto político, tanto nas embaixadas quanto nos órgãos internacionais dos quais o país faz parte. Durante a carreira, espero ter a oportunidade de ser professor em política internacional, história das relações internacionais, teoria e política externa brasileira como meus professores da Unisul, que sou muito grato e os quais tenho enorme carinho”.