Unisul é referência em pesquisa por utilizar metodologias inovadoras

A Unisul é referência em pesquisa por utilizar metodologias inovadoras e dentre os diferenciais da instituição está a realização de pesquisas, como é o caso do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Itapocu, pesquisa realizada por professores/especialistas da Unisul que instrumentalizou diversas cidades da região da Bacia do Rio Itapocu para ações de gestão e planejamento que possam garantir o desenvolvimento sustentável.

Realizada com recursos do Governo Estadual, em convênio com a Fapesc, a pesquisa executada pela universidade contou com o apoio e acompanhamento do Comitê Itapocu, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (AMVALI). O projeto gerou mais de 8 mil páginas de relatórios e aproximadamente 400 mapas. O coordenador do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Itapocu, professor doutor Celso Lopes de Albuquerque Junior, reforça que na região não havia estudos neste sentido. “O diferencial para os interessados foi o fato de a pesquisa ter sido feita por uma universidade, que além de prestar o serviço tem todo um caráter de pesquisa, de querer avançar mais, de identificar coisas diferentes”, destaca ele. O pesquisador destaca que ainda durante o processo de análise, a Unisul tornou-se referência pelas metodologias inovadoras que implementou, levando inclusive conhecimento para outros estados que demonstraram interesse em utilizar o processo de estudo realizado, a exemplo de Minas Gerais que faz uso dos conhecimentos germinados durante o Plano de Recursos Hídricos – um dos pontos desenvolvidos pelos pesquisadores da Unisul foi o mapeamento da fragilidade ambiental, dados que identificam áreas passíveis de desmoronamento, alagamento, e outros fatídicos.

O núcleo principal da equipe contou com 22 profissionais de diversas áreas: engenheiros civis, engenheiros ambientais, engenheiros agrônomos, engenheiros químicos, engenheiros de software, biólogos, geólogos, hidrólogos e outros. Diversas amostras colhidas em campo foram realizadas no Centro Tecnológico da Unisul, em Tubarão, o que permitiu que estudantes se envolvessem e desenvolvessem pesquisas. Durante a elaboração do Plano foram finalizadas duas dissertações, uma em conjunto com a universidade de Cambridge, na Inglaterra, Trabalhos de Conclusão de Curso de graduandos de diversos cursos e publicações de artigos em periódicos especializados. Deste trabalho resultou a publicação de um livro. Celso afirma que o Plano foi maior do que cinco teses de doutorado. “Foi feito todo o levantamento de espécies de plantas e animais. E tudo está delimitado. Onde as plantas estão localizadas, as áreas de maior conservação, onde estão as áreas de perigo de alagamento, enchente, onde se concentra a indústria, criação animal, agricultura, além de um levantamento turístico. Tendo sido apontado o que deve ser feito em cada setor”, destaca o professor.

O  Coordenador de Gestão de Projetos, Gean Carlos Fermino, enfatizou que este foi um projeto que durou dois anos e meio de trabalho. “Auxiliei a reitoria a captar o projeto e fiz a coordenação de gestão de projetos. Estabelecemos um outro padrão de referência para desenvolver projetos, em especial este de Gestão de Recursos Hídricos”.

Segundo Gean, o mais importante é que reposicionamos a Unisul no campo de projetos para o estado e para o país e formamos novas equipes. “Temos muito a melhorar, mas desenvolvemos novos conceitos, novas oportunidades e ações efetivamente aplicadas e junto a tudo isso, geramos conhecimento e investimentos em laboratórios”.

Impacto social para as cidades que abrangem as regiões do Itapocu

Levando em consideração o interesse das comunidades que vivem ao longo do Rio Itapocu, foram feitas oficinas onde a população apontou as próprias necessidades, estabelecendo prioridades. Em algumas localidades a água já está no limite de utilização, e este diálogo foi crucial para o planejamento de ações. Nestas reuniões também participou o Grupo de Acompanhamento do Plano (GAP), integrados por órgãos como Fatma, Epagri, Fundação do Meio Ambiente e empresa da região, como a BMW.

O PRH do Rio Itapocu envolveu a sociedade, caracterizou e diagnosticou cenários futuros das Demandas Hídricas, compatibilizando demanda e disponibilidade que potencializaram um plano de ações, com o traçado de cenários otimistas e pessimistas. “Os relatórios entregues servirão de subsídios. Neles foram quantificadas as ações de curto prazo, as ações emergenciais e o quanto vai ser gasto. Para as prefeituras isso é importante, pois, eles já sabem as prioridades e o custo para a realização” conclui Celso.

Foram feitos estudos cartográficos e mediante informações geotécnicas, a própria imagem que se tinha dos rios mudou no mapa. Um estudo minucioso deste porte beneficia os municípios permitindo facilitações na busca por recursos, já que fomentos, a exemplo do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), regulamentado pelo Decreto n° 2.648 de 16 de fevereiro de 1.998, dependem muitas vezes deste tipo de análise.

Este movimento tem reforçado o compromisso da Unisul com a comunidade e a coloca entre as melhores universidades de Santa Catarina e do Brasil, de acordo com o MEC.

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