Unisul: Pessoas que gostam de atender pessoas

Ao longo destes 54 anos grandes profissionais passaram pelas dependências da Unisul. Embora muitos já não façam mais parte do quadro de colaboradores, seja por trilharem outros caminhos, ou encerrarem carreiras. Porém, a Universidade conta com aqueles que seguem dedicados e deixam suas contribuições, como é o caso da Maria Zenaide Araújo Goes, uma das primeiras colaboradoras da Grande Florianópolis.

Conhecida por Dona Zê, sua história com a Unisul começa em março de 1998, quando a universidade iniciou as atividades no Colégio Maria Vargas, na cidade de Palhoça. “Quando a Unisul se instalou aqui, foi muito interessante porque eu comparei sua vinda com a chegada da Família Real ao Brasil. Foi a primeira Universidade no município e que contribuiu com o desenvolvimento local e da região e fez possível o ensino superior para a população dessa região e do interior”, relata.

Dona Zê acompanhou de perto todo esse processo e considera que a Unisul naquele momento representava uma oportunidade para a comunidade sair das dificuldades. “Eu via toda aquela movimentação, era muita gente atrás do diretor, eram pedidos de emprego, de gente instalando suas barraquinhas de cachorro-quente, depois alugando moradias, foi um movimento para a Ponte do Imaruim, que era um bairro muito pacato”.

Naquela época, coordenava o segundo piso da escola e mesmo assim, prestou apoio à Universidade que ainda estava em fase de estruturação e deslocamento de colaboradores. Os préstimos lhe renderam no convite para seguir na Unisul, quando se mudou para o bairro Pedra Branca, atual endereço do Campus Grande Florianópolis, dedicando-se como secretária dos cursos.

Atualmente, Dona Zê, trabalha no malote e conhece de ‘cabo a rabo’ os setores e funcionamento da Universidade, além disso, coleciona muitos relatos e acaso precisar, encontrará uma mãe. Foram muitos estudantes que cruzaram seu caminho ao longo destes 20 anos do Campus Grande Florianópolis. “Das histórias que me marcaram muito, tem um pai que chegou pedindo para trancar o curso do filho pois estava sem condições financeiras. Embora fosse o sonho da família, naquele momento estava difícil para ele e por mais que tentássemos ajudá-lo e tentamos, mobilizamos o que pudemos, este pai não aceitou, pagou tudo o que estava em aberto. Era um senhor simples, mas se reconhecia pelo caráter. A outra, foi uma estudante de Administração que me procurou e se despediu pois estava com uma doença grave e não voltaria. Quando soube, disse a ela que não acreditava que acabaria ali, porque a partir daquele momento eu rezava por sua cura. E por incrível que pareça ela se curou, se formou e quando nos encontramos, sempre recebo aquele carinho”, lembra.

Embora tenha auxiliado os cursos, sua dedicação era em especial, ao curso de Comunicação e durante muito tempo foi o braço direito do então coordenador professor Laudelino José Sardá e chegou a ser homenageada pelas turmas, conta. “Gosto e sempre gostei muito de atender o público. Então enquanto trabalhei para o curso, fazia uma espécie de filtro para o então coordenador, assim ajudava na solução, fosse de um problema acadêmico, fosse pessoal. Nenhum aluno trancava a faculdade caso não pudesse pagar, pois o professor Sardá sempre deu um jeito. Se chegava alguém com algum problema, nós dávamos atenção, fosse colo, um puxão de orelha, fosse o que fosse, ninguém saía sem alguma solução e isso para mim, até hoje é importante porque gosto de me dedicar às pessoas”.

Essa jovem senhora de 70 anos é cheia de energia e disposição, dona de um carisma  só dela e demonstra toda seu apreço por fazer parte dessa história. “A Unisul me trouxe alegrias, fiz e tenho muitos amigos aqui e em Tubarão, conheci muita gente boa. Tive o privilégio de conviver com pessoas tão humanas como o primeiro diretor o professor Cesar Torres Albernaz, que considero um conquistador de pessoas para a Unisul, o professor Mauri, que hoje é o nosso reitor e que tenho muito carinho, fora tantos outros que fizeram e fazem parte da minha vida. Eu até penso em parar, quando chegar o momento eu aviso, mas não sei quando (risos). Eu gosto muito daqui e o que ainda puder fazer e contribuir com a Unisul, eu farei”, finaliza a Dona Zê.

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OBRIGADO UNISUL!

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