Unisul produz soja com qualidade na unidade de Braço do Norte

O experimento realizado para o Trabalho de Conclusão de Curso de um acadêmico de Agronomia, culminou no ‘1º Dia de Campo sobre a cultura da soja’ na Fazenda Experimental de Braço do Norte, nesta terça-feira, 3/4. O evento representa o momento do ponto de colheita, encerrando o ciclo experimental da cultura da soja, estudo que traz nova potencialidade para o desenvolvimento da região do Vale do Braço do Norte.

As sementes da variedade Nidera, utilizadas no cultivo da soja, foram fornecidas a partir de uma parceria com a BASF. Parceria que permitiu ao acadêmico da nona fase de Agronomia, Rodrigo Rogalevski natural de Papanduva – SC, ingressar com o projeto para desenvolver a soja e coletar os dados para disponibilizar à academia e aos agricultores como referência. Rogalevski vislumbrou que na região não havia estudos sobre a cultura de soja, diferente da região de onde vem, onde predomina a cultura de soja e milho nas grandes propriedades. De acordo com o estudante, o plantio de soja é vantajoso para o agricultor da região do Braço do Norte porque ele pode inserir a cultura da soja como rotação de cultura. “Geralmente é plantado milho em cima de milho, em um cultivo único, e com a rotação de cultura incluindo a soja se melhora o solo, quebrando a resistência de pragas. Além de ser uma cultura rentável”, conclui o acadêmico.

Trazer coisas novas para o desenvolvimento da comunidade onde está inserida é o papel da universidade, e com este experimento não foi diferente. O orientador do TCC de Rodrigo Rogalivski, professor Juliano Frederico da Rosa Cesconeto, ressalta que o Vale do Braço do Norte não tem a cultura da soja, mas ela se adaptou muito bem. “Já que o viés da universidade não é produção, mas sim desenvolver conhecimento, a ideia do experimento é que o produtor conheça a cultura, para que desperte a curiosidade dele e incentive ele a produzir na sua propriedade. Este experimento permite ao produtor ver que é possível, é viável,” reforça Juliano.

Rodrigo Machado, representante técnico da BASF, relata que mais do que difundir manejo, difundir produto, o foco da parceria da empresa com a universidade é pelo desenvolvimento e a interação com a comunidade de maneira que traga retorno para a própria comunidade. “Com o plantio experimental da área de soja em uma região que não é tradicional ficou demonstrado que é possível desenvolver soja com um resultado excelente. O experimento produziu quantidades similares a de áreas tradicionais do plantio da soja, um total de 72 sacas por hectare”, relata. O representante da BASF frisa ainda que a soja entrando em rotação faz com que o produtor produza mais. Em rotação com o arroz faz com que ele produza 20 % mais, já que a soja não desloca o arroz, mas entra para potencializar. Em rotação com o milho, a soja de primeiro cultivo e o milho safrinha permitem dois cultivos ao ano, reforça o técnico.

Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (1)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (3)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (4)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (7)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (6)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (5)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (2)
Experimento da Unisul produz soja com qualidade em Braço do Norte (2)

O mercado interno fomenta muito o consumo da soja, tanto para rações, produção de óleos, alimentação humana e outros segmentos. Além da exportação, já que a soja é uma cultura de demanda mundial, e paga muito bem por ela. O fato de a região não sofrer com secas favorece a estabilidade de produção e, consequentemente, a estabilidade da rentabilidade. “A vantagem da soja em relação ao milho grão, é que o valor de mercado é mais estável, o que a torna interessante,” completa o professor Juliano.

Deste modo, a parceria com a BASF, além de permitir o estudo do TCC do acadêmico, desenvolve conhecimento e estimula a pesquisa no cultivo da soja, potencializa esta cultura para a produção na região. Este primeiro experimento serve para despertar o interesse dos produtores no cultivo. O coordenador do curso de Agronomia da Unisul, Celso Lopes de Albuquerque Júnior, reforça que o objetivo do plantio da soja é o produtor. “Os agricultores que tiverem interesse em saber como foi o desenvolvimento da cultura da soja, a universidade tem todo o registro com fotos e dados, com quanto que foi produzido, o que foi utilizado de adubação, quanto de chuva teve no local, qual a produtividade, entre outras informações”, conclui Celso.

Toda a colheita da soja será destinada para a alimentação dos animais da Fazenda Experimental da Unisul.