Unisul Tubarão forma 1ª engenheira eletricista

A primeira mulher a se formar no curso de Engenharia Elétrica, no Campus Tubarão, Fernanda Fernandes de Oliveira, estudou boa parte da formação na Unisul em companhia do pai, que além de incentivador era colega de sala de aula. “Meu pai, Luiz Fernando Modesto de Oliveira, estava na 4ª fase de Engenharia Elétrica quando ingressei na graduação. Porém, como eu já havia começado outro curso, consegui eliminar disciplinas e acabamos estudando muitos semestres juntos. Ele se formou em fevereiro de 2019 e eu agora em agosto de 2019”, comemora.

“O sentimento é de realização pela conquista do diploma”, comenta a profissional. Ela explica que o surgimento do interesse pela engenharia surgiu ainda na escola, de uma aproximação com as disciplinas de matemática, física e química, que são os pilares do curso. No entanto, Fernanda comenta que a Engenharia Elétrica ainda é uma área pouco escolhida pelas mulheres e agradece as pioneiras que abriram portas para que ela hoje pudesse conquistar o seu lugar no meio profissional.

Incentivo do pai

O engenheiro eletricista Luis Fernando Modesto de Oliveira foi um grande incentivador da filha na carreira. Ambos moram em Tubarão e optaram pela Unisul para realizar a graduação. A nova engenheira explica que havia ingressado em outra faculdade em 2013. Neste tempo, Luis já estudava na Universidade e falava tão bem do curso que acabou despertando o interesse da filha.

Representatividade

Uma observação de Fernanda é relevante para se entender o significado da importância da sua formação. Ela agradece às mulheres que se formaram antes que ela em outras universidades pelas portas que abriram. Isso possibilitou que ela, hoje, pudesse também ser uma engenheira eletricista.

“Ainda não é comum vermos mulheres nessa área, mas o número já cresceu bastante. A Engenharia Elétrica é conhecida por ser mais “masculina”, porém, ela oferece muitas oportunidades de crescimento profissional para as mulheres e vejo esta como uma das áreas onde nós somos mais bem aceitas. Tive muitas experiências positivas, fiz estágio em empresa onde sempre fui muito bem recebida. No entanto, podia contar nos dedos quantas mulheres tinham nestes ambientes e isso mostra que temos ainda muito caminho para trilhar nesse mercado” finaliza.

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