Unisul: Universidade comunitária e global

Com o intuito de promover a internacionalização das pesquisas nos Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado), a Unisul promove diversas ações para que os objetivos sejam alcançados. As ações foram apresentadas no primeiro dia da 13ª Jornada Unisul de Iniciação Científica (JUNIC), que aconteceu entre os dias 19 e 20 de setembro, no Campus Tubarão.

Uma das principais preocupações da Universidade é criar convênios com outros países que possibilitem essa colaboração e mobilidade entre os estudantes e pesquisadores. O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem (PPGCL) possui convênio com seis países e diversos doutorandos cursam o doutorado no exterior. Além disso, promove diversos cursos, conferências e publicações com colaboração internacional. Para o coordenador do PPGCL, o professor Fábio Rauen, algumas assimetrias entre o Brasil e os países desenvolvidos ainda são consideradas barreiras para o aumento da internacionalização das pesquisas. “A diferença da língua, da posição geográfica e da reciprocidade – no sentido de obtenção de saberes externos – ainda é muito grande. Precisamos nos modificar para poder melhorar”, afirma.

Futuro da educação

Mesmo diante dos contextos e desafios enfrentado pelo Brasil, algumas ações podem ser realizadas para colaborar com a internacionalização das pesquisas. A produção de publicações em parceria com outros autores é uma atitude que vem dando resultado. “A aproximação e a articulação com algumas universidades no exterior estão sendo estudadas e algumas já estão em fase final. Sabemos que o futuro é possibilitar a mobilidade dos pesquisadores, para que possam contribuir ainda mais com outros investigadores”, reflete a professora Luciane Pandini Simiano, do Programa de Pós-Graduação em Educação.

Mobilidade do ensino

A mobilidade de pesquisadores também é incentivada no Programa de Pós-Graduação em Administração. Segundo o professor Baltazar Guerra, há o estímulo para que os professores produzam artigos internacionais. “Temos parcerias com diversos países, como Espanha e Reino Unido. Realizamos eventos internacionais e nacionais sobre o assunto e estamos sempre incentivando a produção de artigos científicos em parceria com autores de outros países”, afirma.

O processo da internacionalização

O professor Sérgio Netto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, destaca as dificuldades enfrentadas pelo Brasil no âmbito das pesquisas internacionais. “O nosso país sofre pela distância física com os outros países, sofre linguisticamente e economicamente”. Mas, segundo o professor, há também meios de reverter este quadro e minimizar os efeitos negativos. “É um processo: precisamos aumentar a atratividade das instituições de ensino brasileiro, incentivar publicações e a participação em plataformas de ensino. É o que temos fazendo em nosso programa”, reforça o professor.

Força do trabalho em rede

“Precisamos melhorar as nossas próprias habilidades para nos tornarmos mais competitivos”, a frase é do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Jefferson Luiz Traebert. Ele afirma também que acredita na força do trabalho em rede. “Apesar da instabilidade econômica do país, precisamos colaborar, trabalhar unidos”, finaliza.

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