COVID – 19: Com que máscara eu vou?

Quando se tomou conhecimento pela imprensa que um novo vírus tinha sido descoberto na China no início de 2020 e toda a população saindo às ruas com máscaras de proteção, os brasileiros estranham um pouco, afinal nunca foi um hábito o uso de máscaras por aqui. No entanto, quando a pandemia se espalhou pelo resto do mundo e todos perceberam a letalidade do coronavírus, o uso das máscaras se tornou popular. Quando os primeiros casos surgiram no Brasil ainda era comum ver diversas pessoas nas ruas sem a proteção. À medida que passou a ser obrigatória, não faltou criatividade para se produzir diversos modelos, cores, tecidos e estampas diferentes.

Mas será que todas as máscaras que tapam o nariz e a boca são seguras para não se contaminar com o novo coronavírus? Sabemos que a contaminação ocorre por meios de transmissão de gotículas expelidas que estejam contaminadas. Desta forma, as máscaras se tornaram mais que necessárias no dia a dia das pessoas. De acordo com o médico infectologista e professor do curso de Medicina da Unisul, Marcello Vieira, nem todas as máscaras possuem o mesmo nível de proteção, as mais seguras são as que possuem a certificação do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). O modelo que se deve usar também está atrelado ao local que a pessoas irá se expor, pois caminhar na praia é diferente de fazer uma viagem de avião, por exemplo. Quanto mais próximo à aglomeração ou a pessoas infectadas, maior deve ser o grau de proteção.

As máscaras de pano confeccionadas em casa, de acordo com o Dr. Marcello, podem auxiliar na proteção, mas depende da exposição que a pessoas terá, pois não são recomendadas para utilização em ambientes fechado e com alto risco de exposição. O especialista também alerta sobre a higienização das máscaras de tecido e a vida útil das mesmas. “As máscaras de tecido devem ser lavadas periodicamente e jogadas fora quando perderem a integridade. Já as máscaras descartáveis, como o nome diz, não podem ser reutilizadas”, enfatiza.

Com as novas variantes, a recomendação tem sido cuidar ainda mais da proteção de um modo geral. Com isso, as máscaras N95, geralmente utilizada pelos profissionais de saúde, passaram a ser utilizadas pela população de modo geral. “A máscara N95 são as mais seguras, mas no dia a dia, em locais que apresentam menos riscos são desnecessárias. E em caso de necessidade, evitar a máscara sem selo de certificação do Inmetro. Já a máscara com válvula não deve ser usada, uma vez que protege apenas quem está usando, ela não evita a transmissão pois libera o ar não filtrado”, explica o professor Marcello.

Todas essas informações são muito novas para a maioria das pessoas, por isso é comum a busca de informações na internet na tentativa de fazer o melhor para se prevenir da contaminação por Covid-19. No entanto, muitas destas notícias não são verdadeiras, ou eficazes. Como por exemplo fazer testes com as máscaras para saber a eficácia. Para o professor Marcello, o melhor neste caso é sempre comprar máscaras com certificação de qualidade.

“Também não se deve dar crédito a soluções preventivas e terapêuticas milagrosas, sem comprovação científica. Manter as medidas não farmacológicas, como distanciamento social, uso de máscaras e higienização frequente das mãos, é o mais recomendado para a prevenção da contaminação do vírus. Já as crianças devem usar apenas aquela que já conseguiram usar de forma correta”, explica o Dr. Marcello.

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