Encontro Redes Sul Letras tem início na Unisul

A Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) foi representada na abertura do 4º Encontro da Rede Sul Letras. A primeira intervenção do evento realizado entre 11 e 13 de maio, na Unidade Pedra Branca, foi do coordenador da área de Letras e Linguística da CAPES, professor Dermeval da Hora Oliveira. Além de explicar os métodos de avaliação da Capes, ele estimulou a conscientização quanto à necessidade da divulgação dos resultados das pesquisas.

Na avaliação dos programas de pós-graduação, a Capes avalia o corpo docente, a proposta do curso, a infraestrutura e os alunos. O professor Demerval considera importante que os participantes do Encontro tenham conhecimento de que aspectos são avaliados. “A gente quer saber, por exemplo, o tempo médio de estipulação desses alunos, no caso de mestrado e doutorado, e também enfatizar muito a questão da necessidade de produção, porque eles não estão aqui só para fazer o curso, terminar e ir embora, eles devem mostrar o resultado da pesquisa que desenvolveram, tanto de mestrado quanto de doutorado”, sustenta.

De acordo com o professor, a maioria dos programas, tanto de instituições públicas quanto das comunitárias e privadas, é o Governo Federal que financia. “Então é um investimento muito alto e a gente tem que conscientizar os alunos da necessidade de mostrar para a comunidade qual a contribuição que eles podem dar”, completa.

Formação de Redes de Pesquisa é o tema do evento promovido pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Linguagem da Unisul (PPGCL). Estudiosos de Programas de Pós-Graduação de todo o sul do Brasil estão presentes. “Nós estamos bem organizados para receber os coordenadores e os cidadãos da área de letras aqui da região sul. A expectativa é grande no sentido de que tudo funcione”, projeta o coordenador do PPGCL, professor Fabio Rauen.

Entre os diversos pesquisadores gaúchos, dois foram abordados pela equipe de reportagem do jornal Unisul Hoje. Cristiano Araújo Vaniel, do Programa de Pós-graduação em Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolve estudos em Literatura na linha de pesquisa Estudos Literários da Psicanálise. “Apresentarei trabalho sobre A Figura Marginal de Anísio, um breve estudo em O invasor. Vou fazer uma análise em que um personagem secundário acaba se tornando protagonista da história”, contextualiza.

Já, a aluna do Mestrado em Letras da Universidade de Santa Cruz do Sul, Juliana Canton Henriques, abordará a literatura como um elemento configurador do psiquismo infantil. “Estamos aqui em cerca de dez alunos e sete professores”, complementa.

Diversos professores da Unisul também participam do evento. Giovanna Benedetto Flores apresentará pesquisa sobre a Lei da Imprensa e como ela influenciou o Jornalismo. “O Sul Letras é um evento itinerante e para a Unisul é importante recebe-lo”, avalia. Luiz Henrique Milani Queriquelli

Tratará do uso de canção no ensino português para estrangeiros. “Eu e a professora Maryualê Mittmann pesquisamos como os livros de português e cultura brasileira para estrangeiros publicados no Brasil utilizam letras de canção em atividades. Acreditamos que o uso de canção era pouco utilizado e subutilizado quando acontecia”, antecipa.

Ao trabalhar na linha de pesquisa pragmática cognitiva, com o professor Fábio Rauen no PPGCL, a professora Gabriela Niero apresenta pesquisa em que alunos fazem a correção dos seus trabalhos com base em gabaritos de respostas. “Meu objetivo foi saber se eles conseguem perceber onde estão os erros do gabarito e medir qual o nível de confiança que eles têm no gabarito e na palavra do professor que está ali diante deles”, comenta.

A doutoranda Katia Zilio é aluna do PPGCL. Ela apresentará um capítulo de sua tese e considera interessante as reflexões que dizem a respeito à língua, a literatura e ao discurso. “É importante que alunos de graduação e pós-graduação consigam partilhar conhecimentos a fim de que outros sentidos possam ser constituídos”, diz.

Para o professor da Unisul, Israel Vieira Pereira, a troca de experiências proporcionada pelo Encontro é bastante importante para o desenvolvimento das ciências. “Ainda mais a ciência difícil que é a linguagem”, diz. Ele trabalha em conjunto com a professora Silvânia Siebert na área de Análise do Discurso. “Quinta-feira a gente vai falar sobre o efeito de verdade que boatos produzem. Vamos fazer uma abordagem filosófica sobre a conceituação de verdade. Como o sujeito interpreta a questão da subjetividade e relacionar isso à boatos que circulam na internet”, explica.

Mais informações no site do evento.

 

 

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