Estudante do Curso de Pedagogia aprova artigo em revista qualificada pela CAPES

A Estudante Margarida Dutra dos Santos, do nono semestre do Curso de Pedagogia defendeu seu TCC, diante da banca avaliadora em 23/07/2020. Na ocasião a banca indicou o artigo para bublicação. A acadêmica acatou a sugestão e encaminhou seu artigo para a revista Perspectivas da Educação Matemática (https://periodicos.ufms.br/index.php/pedmat).  E em menos de três meses o artigo foi aprovado e encaminhado para publicação.

Durante a realização do TCC a acadêmica Margarida foi orientada pela professora Josélia Euzébio da Rosa, professora do Curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul.

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino […]. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. (Freire, 1997). Essas palavras me inspiraram a escrever esse depoimento, pois a busca, a indagação e a indignação sempre fizeram parte da minha trajetória de vida. Por isso busquei uma formação acadêmica, busquei o conhecimento. Ainda que na contramão do tempo. A universidade, o curso de Pedagogia, o grupo de pesquisa Teoria do Ensino Desenvolvimental na Educação Matemática – TedMat, foram determinantes para o meu crescimento humano. Estou relatando tudo isso, para dizer o quanto estou me sentindo feliz e realizada por saber que o meu artigo escrito para o TCC vai ser publicado na revista Perspectivas da Educação Matemática, uma revista cujo objetivo é publicar trabalhos acadêmicos que contribuam para a formação e o desenvolvimento científico da pesquisa em Educação no Brasil e no mundo e para a socialização do conhecimento produzido na área.    

Preciso dizer que o objeto da pesquisa foi a inclusão, mais precisamente os desafios de acolher para transpor barreiras. Importante deixar claro que foram atitudes de exclusão direcionadas as pessoas com deficiência, presenciadas por mim, que motivaram a escolha desse tema. Um tema delicado, pesado, um assunto que nos faz descer do pedestal daquilo que consideramos normal, pondo a prova nosso ponto de vista, nos confrontando enquanto educadores.

Queria escrever sobre isso no meu trabalho de conclusão, mas também queria muito que minha orientadora fosse a professora Josélia Euzébio da Rosa, líder do grupo de pesquisa TedMat. Porém na minha ingenuidade não via como possível levar essa pesquisa para dentro da matemática. Ledo engano, pois encontrei todo apoio e acolhimento tanto na professora, quanto no grupo. Aprendi então que não fazemos nada sozinhos, nossos passos se amiúdam se não contarmos com a colaboração de todos. Ouvi em algumas das inúmeras palestras que assisti nas lives que se tornaram tão normais durante esse período pandêmico, que de normal não tem nada, que os grupos funcionam como redes propulsoras que nos incentivam ao desenvolvimento e a aprendizagem. Quando entrelaçamos a cognição e o afeto, juntamente com a resolução das situações matemáticas elaboradas nos nossos estudos, consegui enxergar claramente a possibilidade de uma inclusão de fato. Ali a teoria era praticada. Senti a pedagogia do afeto, senti o envolvimento, o desenvolvimento e a aprendizagem. Deixei de deslumbrar, e acreditei que teria condições de produzir uma pesquisa que trouxesse muitas reflexões positivas para muitas pessoas. Então o artigo foi apresentado. Foi bem avaliado pela competente banca. Me emocionei com os comentários feitos por todos que assistiram. Vivemos um momento ímpar na história da humanidade, e confesso que jamais pensei ser possível sentir o calor humano através de janelas abertas numa plataforma digital. Eu senti esse calor. Estar na Universidade já teria valido muito a pena só por vivenciar isso. Mas não parava por aí, o curso de Pedagogia, que considero o mais humano dos cursos, ainda me reservava a maior das satisfações, ver o meu artigo publicado na revista, já mencionado anteriormente.

Meus agradecimentos a universidade (Unisul), que me recebeu de braços abertos, à coordenadora do curso, professora Mariléia Mendes Goulart, sempre sensível a todas/todos. Toda a minha gratidão pela oportunidade de fazer parte de um grupo de pesquisas voltado a matemática, que erroneamente pensava ser a mais sisuda e engessada das disciplinas, e que, no entanto, se revelou humanizada e humanizadora, compreendendo e envolvendo a todos. Humanização personificada na pessoa da professora Josélia.

Para encerrar quero dizer que este artigo (que será publicado) é de todos nós, e que, espero que tenha um longo alcance, que seja lido pelas pessoas certas. Que as palavras realmente toquem quem as ler, e que essas pessoas, possam fazer a diferença na vida daqueles que são tão castigados com atitudes excludentes que impedem que os excluídos tenham a liberdade de exercerem seus direitos de cidadania plena.

Por: Josélia Euzébio da Rosa, professora do Curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unisul

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