Pedagogia Waratiana ultrapassa os métodos de ensino tradicionais

A pedagogia waratiana surgiu no século XX, com o professor argentino Luis Alberto Warat, que por suas ideias contestadoras transitava livremente em diversas áreas do direito. Acreditava-se então, que mais do que orientar os alunos sobre as leis, perspectivas e estrutura lógica no sistema, o professor deveria sempre buscar maneiras de apresentar o conteúdo e se fazer compreender.

Por meio dessa pedagogia, pesquisadores foram e ainda são influenciados a transitarem nesse universo de conhecimento e de novas práticas dentro da profissão. Logo, não é uma metodologia propriamente dita. Na realidade, pode ser considerada um estilo de vida para o professor, como defende a professora Dilsa Mondardo, coordenadora do curso de Direito, que ministrou a palestra nesta segunda-feira, (19), no período matutino, no Programa de Formação Continuada – ProFoco.

Na docência há mais de 40 anos, Dilsa é praticante dos ensinamentos waratianos desde o início da carreira, e conta que a proposta é ultrapassar os métodos de ensino tradicional.  “Falar em pedagogia waratiana, é falar do professor que aprofunda suas técnicas. Que se alimenta com uma filosofia pela qual se prepara para ministrar uma aula com o conhecimento científico da matéria pela qual é responsável. Que se alimenta de autores multidisciplinares que envolvem e que trabalham pra compreender melhor o ser humano”.

Essas formas de explorar o conhecimento, instiga a todos, seja o aluno ou o professor a trabalharem todos os lados, bem como praticava Luis Alberto Warat, criador desta prática pedagógica. “A ideia é de que o professor não se restrinja a apenas saber o conteúdo, mas que vá além, use das metáforas para envolver o aluno. É trazer ao cotidiano aquilo feito de outra maneira. Viver o desafio da inovação e uma renovação”, conta Dilsa.

O professor adepto à pedagogia waratiana não prepara uma aula, não está restrito apenas em saber a matéria que ministra destaca a Professora. “O papel do docente é usar a imaginação. Warat dizia que: Você não prepara a aula, você tem que preparar para ministrar a aula. Questionar-se sobre quem são os alunos? Qual é o objetivo deles? Como atrair e reter a atenção? Eu diria que não é só um método, é uma estratégia, uma filosofia. Uma postura interior docente”.

E nesse sentido, o desafio de reinventar-se em sala de aula, foi trazido pela professora Dilsa para o ProFoco, com a oficina: Aprendendo com a Pedagogia Waratiana: a metáfora e o jogo substituindo o tédio e a dominação.

No encontro os professores conheceram a pedagogia, as possibilidades de atuação e debateram sobre os elementos que podem levar para a sala de aula, como inserir a metáfora naquele cenário e realidade que estão inseridos. “A ideia é motivar para que libertem a sua criatividade. Usem a imaginação e transformem as aulas ao seu modo. Adequem a sua capacidade aulas que transmitam o conhecimento científico e que transforme as pessoas que os têm. Que saiam da margem e circulem por todos os lados”, explica.

Para a professora, ganham os docentes e os alunos. “Adotar a filosofia, a prática waratiana, liberta o professor dos padrões. Pois ele estará entregue a pesquisa, a instigar e aplicar o conhecimento, do mesmo modo que o aluno, que se entrega e se desperta a aprofundar aquela informação que recebe. É estar em constante movimento”, finaliza.

Confira todas as atividades do ProFoco:

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