Sonho de criança: a vida como jogador profissional

No Dia do Esporte (19), o atleta profissional e estudante de Educação Física da Unisul, Higor de Stefani Gonçalves, comenta sobre os desafios da profissão e como concilia a rotina com os estudos.

Muitas crianças sonham, quando pequenas, em se tornarem jogadoras de futebol. Nada poderia ser mais comum, já que o Brasil é conhecido como o país do futebol. Porém, poucos conseguem alcançar esse sonho e torná-lo realidade. O estudante de Educação Física da Unisul, Higor de Stefani Gonçalves, de 20 anos, foi uma das poucas crianças que, depois de muito esforço e dedicação, conseguiu realizar o seu sonho e hoje é jogador de futebol profissional.

O atleta, natural de Tubarão, conta que sempre teve o sonho de ser jogador de futebol, porém, por conta da dificuldade de encontrar times na cidade, teve que deixar a paixão de lado durante um tempo. Entretanto, tudo mudou quando uma oportunidade no Clube Atlético Tubarão (CAT) surgiu. Higor, com 17 anos na época, não pensou duas vezes. “Com muito esforço terminei o ensino médio e o curso técnico que estava fazendo. Meu sonho de ser jogador se manteve vivo e estou vivendo isso até hoje. Sou muito grato ao Clube Atlético Tubarão pela oportunidade de poder ser um jogador profissional”, comenta.

O impacto dos estudos na carreira

A paixão pelo esporte e o comprometimento com a carreira levou o jovem atleta a procurar uma graduação na área. O curso de Educação Física ampliou os conhecimentos que o Higor já aprendia na prática. “O conhecimento sempre te leva mais longe. Na minha profissão o instrumento de trabalho é o meu corpo, então, sabendo como cuidar, como ele funciona, como pode melhorar é um modo de aumentar meu rendimento esportivo”, esclarece Higor.

Apesar da rotina ser difícil, o atleta recebe o apoio dos colegas da universidade e dos professores para manter o conteúdo em dia. “Perdi muitas aulas pela rotina de jogos e de treinos. O cansaço às vezes atrapalha um pouco na concentração, mas estou conseguindo conciliar tudo. Estudava em casa quando perdia alguma aula, e os meus colegas e professores sempre me ajudavam e me apoiavam nesses períodos”.

Com dois títulos na carreira pelo CAT, incluindo o de vice-campeão do Campeonato Catarinense de Futebol Sub-20 em 2018, o atleta garante que o importante é não desistir dos seus sonhos. “Desde muito pequeno sempre tive o sonho de ser um jogador profissional. Minha infância inteira foi praticando o futebol, sendo na escola, nas escolinhas de futebol. Essa era a minha brincadeira favorita. Sempre que via jogos na TV me imagina ali, jogando, e hoje estou vivendo esse sonho”.

COMPARTILHAR