Unisul inaugura hub de inovação ‘Anima Lab’ nesta quarta (25)

No dia 25 de novembro, data em que a Unisul celebra 56 anos de existência, comemora-se mais do que uma data, comemora-se, também, a sua vocação para a inovação e crescimento contínuo. Nesta quarta-feira, a Universidade irá inaugurar o Ânima Lab Unisul, um hub de inovação, um espaço de integração curricular, de troca de experiências, de convivência acadêmica, de diálogo, de articulação com mercado e setor produtivo; o que inclui oportunidades de trabalho e carreira. 

Para o professor Roberto Iunskovski, da Pró-Reitoria Acadêmica da Unisul, a inauguração do Ânima Lab é a materialização de um espaço de promoção da integração curricular, da troca de experiências, da convivência acadêmica, unido ao diálogo entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa. “Teremos com isso um espaço de articulação com o mercado e o setor produtivo, de modo a criar oportunidades de parcerias para novos negócios”, ressalta Iunskovski.

Ter dentro da Unisul um “espaço que promove iniciativas integradas com as comunidades por meio de metodologias ativas de aprendizagem que contribuem para a formação de pessoas mais autônomas e preparadas para os desafios do mundo do trabalho e para a vida é de suma importância para todos os estudantes, para os professores, assim como para a comunidade em geral”, enfatiza o professor e diretor de inovação da Ânima, Rafael Ávila (Rafão).

O Ânima Lab Unisul vem para criar sinergias e fortalecer o compromisso com a comunidade e com o desenvolvimento regional sustentável.  “O objetivo é, acima de tudo, proporcionar uma experiência de aprendizado enriquecedora para todos os envolvidos, pois será um hub de inovação e empreendedorismo, em que criará conexões de valor entre os agentes da quádrupla hélice: universidade-empresa-governo-sociedade, em torno de suas “dores” e oportunidades, desenvolvendo conhecimentos, inovação, negócios de impacto e soluções sustentáveis, que contribuam para a valorização do ser humano em busca de uma sociedade mais saudável e feliz, para a atual e as futuras gerações”, destaca o professor Fabrício da Silva Attanásio, Head de Desenvolvimento e Inovação da Unisul.

O Ânima Lab da Unisul terá início no campus de Tubarão e depois terá também em Palhoça. Mas pela internet o primeiro passo já foi dado como lançamento de inscrições para dezenas de novos projetos de extensão voltados para a inovação. “Antes tínhamos iniciativas isoladas, com o Ânima Lab teremos trabalhos com conexão, queremos criar projetos inter e transdisciplinares, que dialoguem com os diversos cursos”, ressalta o pró-reitor acadêmico da Unisul, Rodrigo Alves.

Ânima Lab Unisul

O Anima Lab contará com um espaço que congrega salas de metodologias ativas e de experimentação docente, com ambientes de convivência, maker spaces e um espaços de coworking, convívio e troca de experiências entre estudantes de todas as áreas do conhecimento, gerando mais oportunidades e criando novas redes de contatos. Contará com grupos de pesquisas, extensão, laboratórios, cursos, programas e projetos, empresas júnior, Unisul Soluções, Agetec, Incubadora Crie, iLAB – Laboratório de Inovação, dentre outros.

Terá também programas de desenvolvimento de startups para estudantes, empreendedores e negócios presentes no mercado, com mentorias junto a professores e experts em inovação e empreendedorismo. Além disso, irá fomentar programas, projetos de pesquisa e prestação de serviços e cursos de extensão em todas as áreas do conhecimento, eventos e oficinas que subsidiam o desenvolvimento e a disseminação do conhecimento e inovação.

Como surgiu o Anima Lab

A ideia do Anima Lab surgiu após uma imersão do professor Rafael Ávila pelos Estados Unidos da América, quando o mesmo conheceu o Movimento Maker e uma série de laboratórios cujo propósito eram oferecer, a qualquer pessoa, espaços de inovação.

“Em 2014, quando visitava São Francisco e o Vale do Silício eu fui convidado a conhecer um movimento de fazedores (makers), como eles mesmos se intitulavam. Eram um grande grupo de inventores, que se reuniam para produzir coisas, de joias até veículos. Dentre esses grupos havia aposentados, ex-soldados, designers profissionais, desempregados, donas de casa”.

O professor conta que conheceu um espaço no centro da cidade de São Francisco com diversos equipamentos e que as pessoas iam para lá inventar. Ao mesmo tempo, ele conheceu também alguns laboratórios similares em instituições como a Universidade de Harvard, Stanford e a Ollin College. “Eram grandes oficinas, com equipamentos dos mais simples ao mais sofisticados. Mas todos eles, independente da sofisticação, mantinham uma aura de ‘garagem”, ele conta. 

Desta primeira experiência, o professor conta que conheceu espaços similares em Beijing, Bangalore, Londres e Santiago. O professor ainda ressçata que espaços como estes eram lugares de encontro, de troca e, sobretudo de aprendizagem mão na massa. Mas a ideia do Anima Lab deveria favorecer não somente estudantes, como no caso de algumas escolas, mas todos da comunidade.

Assim, o conceito foi transformar os labs não somente em um espaço de criação, mas em uma imensa sala de aula, aberta a todos. “Os Anima Lab são o ponto de encontro entre a universidade e a comunidade externa, entre estudantes e colaboradores Anima, entre o aprendizado teórico e a prática”, aponta Rafael Ávila. Os Anima Labs são elementos fundamentais de um enorme ecossistema. Concentrar esta articulação em um único local para gerar sinergias e agilizar os processos de inovação.

O primeiro dos Anima Labs foi lançado em 2016. De lá para cá, são dezenas de espaços, nas diversas unidades do grupo Anima. O mais interessante, destaca o professor Rafael Ávila, é que cada qual segue as peculiaridades e especificidades de sua comunidade. “Apesar de serem algumas vezes parecidos esteticamente, cada lab guarda suas características locais.” 

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